“Quando o paciente começa a ter limitação na marcha, no sono, no trabalho ou em atividades simples do dia a dia, já não se trata de um desconforto banal, mas de um quadro que merece investigação.”
Onde dói diz muito
A localização da dor é a primeira pista. Dor na virilha, muitas vezes descrita com a mão em forma de C sobre o quadril, costuma vir da própria articulação: artrose, impacto femoroacetabular, lesão do lábio acetabular ou osteonecrose. Dor na lateral do quadril, que piora ao deitar sobre o lado, sugere bursite trocantérica ou tendinopatia dos glúteos. Dor na região glútea ou posterior frequentemente tem origem na coluna lombar ou na articulação sacroilíaca.
Também é comum que problemas do quadril se manifestem como dor na coxa ou no joelho. Por isso, um joelho que dói sem alteração ao exame merece um olhar sobre o quadril.
Como é a investigação
A consulta começa pela história: quando começou, o que piora e o que alivia, se houve queda ou esforço, e como a dor interfere na rotina. O exame físico avalia a marcha, a amplitude de movimento e testes específicos que reproduzem a dor. Na maioria dos casos, uma radiografia em pé é o primeiro exame; a ressonância magnética é reservada para situações em que muda a conduta, como suspeita de osteonecrose ou de lesão do lábio.
Pedir menos exames e examinar mais é uma escolha deliberada: exames sem indicação geram achados que não explicam a dor e atrasam o diagnóstico correto.
Tratamento
A grande maioria das dores no quadril é tratada sem cirurgia: ajuste de atividades, fortalecimento orientado, fisioterapia, medicação por período definido e, em casos selecionados, infiltrações. A cirurgia entra quando há lesão estrutural e o tratamento clínico bem conduzido não resolve. Nesses casos, preservar a articulação é sempre a prioridade quando possível.
Perguntas frequentes
Conteúdo educativo, elaborado com base na literatura médica e na prática do Dr. Pedro Hamra (CRM-SP 168808 · RQE 91590). Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico. Os resultados dos tratamentos variam de paciente para paciente.


