Instituto HIPDr. Pedro HamraOrtopedia & Traumatologia

Guia do paciente

Dor no quadril: causas e quando investigar

Uma dor eventual pode surgir depois de esforço, sobrecarga ou de um movimento mal executado. O que muda o peso desse sintoma é a persistência, a recorrência e o impacto que ele passa a ter na marcha, no sono, no trabalho e nas atividades simples do dia a dia.

Quando o paciente começa a ter limitação na marcha, no sono, no trabalho ou em atividades simples do dia a dia, já não se trata de um desconforto banal, mas de um quadro que merece investigação.

Dr. Pedro Hamra, em entrevista à Band (abril de 2026)

Onde dói diz muito

A localização da dor é a primeira pista. Dor na virilha, muitas vezes descrita com a mão em forma de C sobre o quadril, costuma vir da própria articulação: artrose, impacto femoroacetabular, lesão do lábio acetabular ou osteonecrose. Dor na lateral do quadril, que piora ao deitar sobre o lado, sugere bursite trocantérica ou tendinopatia dos glúteos. Dor na região glútea ou posterior frequentemente tem origem na coluna lombar ou na articulação sacroilíaca.

Também é comum que problemas do quadril se manifestem como dor na coxa ou no joelho. Por isso, um joelho que dói sem alteração ao exame merece um olhar sobre o quadril.

Como é a investigação

A consulta começa pela história: quando começou, o que piora e o que alivia, se houve queda ou esforço, e como a dor interfere na rotina. O exame físico avalia a marcha, a amplitude de movimento e testes específicos que reproduzem a dor. Na maioria dos casos, uma radiografia em pé é o primeiro exame; a ressonância magnética é reservada para situações em que muda a conduta, como suspeita de osteonecrose ou de lesão do lábio.

Pedir menos exames e examinar mais é uma escolha deliberada: exames sem indicação geram achados que não explicam a dor e atrasam o diagnóstico correto.

Tratamento

A grande maioria das dores no quadril é tratada sem cirurgia: ajuste de atividades, fortalecimento orientado, fisioterapia, medicação por período definido e, em casos selecionados, infiltrações. A cirurgia entra quando há lesão estrutural e o tratamento clínico bem conduzido não resolve. Nesses casos, preservar a articulação é sempre a prioridade quando possível.

Perguntas frequentes

Conteúdo educativo, elaborado com base na literatura médica e na prática do Dr. Pedro Hamra (CRM-SP 168808 · RQE 91590). Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico. Os resultados dos tratamentos variam de paciente para paciente.

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