“A osteonecrose exige atenção porque nem sempre começa com manifestações exuberantes. Em fases mais precoces, quando o diagnóstico é feito de maneira oportuna, em muitos casos ainda é possível ampliar as alternativas terapêuticas e evitar abordagens mais invasivas.”
Fatores de risco
Os mais comuns são o uso de corticoides em doses altas ou por tempo prolongado, o consumo excessivo de álcool, fraturas ou luxações do quadril, anemia falciforme, lúpus e outras doenças autoimunes, quimioterapia e radioterapia. Em uma parte dos casos não se identifica causa, o que se chama de osteonecrose idiopática.
Sintomas e diagnóstico
O quadro costuma começar com dor na virilha de início insidioso, que piora ao caminhar e ao apoiar o peso. Nas fases iniciais a radiografia pode ser normal, e por isso a ressonância magnética é o exame mais importante: ela detecta a lesão antes do colapso e permite estadiar a doença. Como a osteonecrose é bilateral em boa parte dos casos, o outro quadril também é avaliado.
Tratamento conforme a fase
Em fases precoces, antes do colapso, existem opções que buscam preservar a cabeça do fêmur, como a descompressão do núcleo, associada ou não a enxertos e terapias biológicas, além de controle dos fatores de risco e proteção da carga. Quando já houve colapso e deformidade, a artroplastia total do quadril é o tratamento que devolve função e alívio da dor de forma previsível, inclusive em pacientes jovens, com escolha criteriosa dos materiais pensando na durabilidade.
Perguntas frequentes
Conteúdo educativo, elaborado com base na literatura médica e na prática do Dr. Pedro Hamra (CRM-SP 168808 · RQE 91590). Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico. Os resultados dos tratamentos variam de paciente para paciente.


