“A idade cronológica, isoladamente, diz pouco. O que orienta a conduta é a combinação entre exame clínico, imagem, grau de degeneração e, principalmente, o que esse quadro representa na vida concreta do paciente.”
Sintomas
O sintoma clássico é a dor na virilha, que pode irradiar para a coxa e o joelho, piorando ao caminhar e ao levantar de uma cadeira. A rigidez matinal e a dificuldade para calçar sapatos, cortar as unhas dos pés ou cruzar as pernas são sinais de perda de rotação do quadril. Em fases avançadas, a dor aparece também em repouso e à noite.
Causas
Além do envelhecimento, a artrose do quadril costuma ter uma causa mecânica por trás: displasia (um acetábulo raso desde a infância), impacto femoroacetabular, sequelas de fraturas ou de osteonecrose, e doenças inflamatórias como a artrite reumatoide. Identificar a causa ajuda a orientar o tratamento e, em pacientes jovens, a discutir cirurgias que preservam a articulação.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e radiográfico. A radiografia da bacia em pé mostra o estreitamento do espaço articular, os osteófitos (“bicos de papagaio”) e as alterações do osso. A ressonância é útil em casos iniciais ou quando há dúvida sobre outra causa da dor.
Tratamento por etapas
Nas fases iniciais e moderadas, o tratamento é conservador: adaptação das atividades, fortalecimento da musculatura do quadril e do tronco, controle do peso, fisioterapia e medicação por períodos definidos. Infiltrações podem ajudar em momentos de crise.
Quando a dor e a limitação passam a comprometer a vida cotidiana e o tratamento clínico já não responde, a prótese total do quadril é a opção mais eficaz e previsível, com técnicas minimamente invasivas e planejamento individualizado.
Perguntas frequentes
Conteúdo educativo, elaborado com base na literatura médica e na prática do Dr. Pedro Hamra (CRM-SP 168808 · RQE 91590). Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico. Os resultados dos tratamentos variam de paciente para paciente.


